terça-feira, 1 de julho de 2014

A EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO




Para entendermos a evolução do espírito é fundamental que conheçamos a sua origem e a sua destinação final. Os espíritos se originaram do mundo espiritual existente antes da criação material, isto é, ele antecedeu a formação dos universos e de toda espécie de matéria, portanto, o mundo espiritual original não é o mesmo do mundo espiritual onde vivem os espíritos após a morte do corpo, pois este mundo embora seja denominado de espiritual é ainda uma espécie de matéria. Os espíritos foram criados na forma de centelhas ou germens espirituais com todas as potencialidades de um futuro ser humano, como uma semente tem todas as características de uma planta, apenas se encontram em estado de latência (dormência), mas quando colocada na terra conseguem germinar sob a ação dos estímulos que promovem  a sua eclosão como calor, umidade e nutrientes. Da mesma forma a semente espiritual necessita para desenvolver as suas qualidades inerentes à sua espécie de estímulos de natureza material. Por essa razão, os germens espirituais devem mergulhar na matéria da pós-criação para juntamente com os estímulos daí originados promoverem o desenvolvimento das qualidades inatas dos germens espirituais até chegarem ao espírito humano. O aparecimento do ser humano na Terra ainda apresenta grandes lacunas para se ter uma imagem coerente e fiel, documentada em fatos comprovados pela ciência. Contudo, existem também outras fontes de informação, não circunscritas à ciência oficial, que nos dão informações que estão fora da ciência materialista. Para isso, temos que admitir não somente a existência do mundo espiritual como também a comunicação entre os espíritos e os homens. Segundo as informações da espiritualidade os germens espirituais nasceram pela primeira vez na Terra mediante um receptáculo animal oferecido por algumas espécies de Antropóides que alcançaram um alto grau de amadurecimento e que por um período de tempo puderem emprestar o útero materno para a gestação dos primeiros germens espirituais. Assim que nasceu uma quantidade suficiente de germens espirituais, embora ainda em corpos animais, desapareceram da Terra os seus genitores e a população dos seus descendentes continuou a se proliferar, mas agora mão mais com a alma animal, mas com as sementes espirituais que mais tarde se tornaram os seres humanos. O processo evolutivo se estendeu por milhões de anos sob as constantes mudanças tanto das formas quanto da inteligência estimuladas pela presença espiritual. Sob o ímpeto do desenvolvimento constante chega o hominídeo a adquirir um maior grau de inteligência que lhe concede a oportunidade de viver mais consciente de si mesmo e do ambiente em que vive. Na verdade eles são os nossos ancestrais, conhecidos como o homem de Neandertal e de Cromagnon. A partir desta data, aproximadamente há 40 mil anos, começou verdadeiramente a história do Homo Sapiens que se estendeu até a nossa civilização atual e que deverá prosseguir até que o espírito humano alcance o seu apogeu na escala evolutiva. Então, qual o propósito da existência humana? Se conhecemos parte de nossa origem, qual será o objetivo final? Segundo as leis que regem a evolução da Criação, o espírito humano como parte integrante dela, deverá atingir a meta final do programa evolutivo quando tiver desenvolvido em sua plenitude todas as qualidades morais e intelectuais que recebeu de Deus em sua origem. Portanto, considerando o estágio evolutivo em que se encontra a humanidade terrena, deduz-se que temos ainda uma longa jornada pela frente até atingirmos a perfeição espiritual a que o espírito humano pode alcançar. Sendo assim, podemos considerar a jornada do espírito humano na materialidade como perfazendo um ciclo evolutivo, isto é, partiu do reino espiritual como um simples gérmen e deverá voltar à sua origem como um espírito plenamente desenvolvido para completar o ciclo evolutivo determinado pelas leis universais que regem toda a Criação.
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segunda-feira, 30 de junho de 2014

ORAÇÃO




                    EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO

 


I – Modo de Orar


V. MONOD
Bordeaux, 1862

            22 – O primeiro dever de toda criatura humana, o primeiro ato que deve assinalar o seu retorno à atividade diária, é a prece. Vós orais, quase todos, mas quão poucos sabem realmente orar! Que importam ao Senhor as frases que ligais maquinalmente uma às outras, porque já vos habituastes a repeti-las, porque é um dever que tendes de cumprir, e que vos pesa, como todo o dever?
            A prece do cristão, do Espírita, principalmente,de qualquer culto que seja (1) , deve ser feita no momento em que o Espírito retoma o jugo da carne, e deve elevar-se com humildade aos pés da Majestade Divina,mas também com profundeza, num impulso de reconhecimento por todos os benefícios recebidos até esse dia. E de agradecimento, ainda, pela noite transcorrida, durante a qual lhe foi permitido, embora não guarde a lembrança, retornar junto aos amigos e aos guias, para nesse contato haurir novas forças e mais perseverança. Deve elevar-se humilde aos pés do Senhor, pedindo pela sua fraqueza, suplicando o seu amparo, a sua indulgência, a sua misericórdia. E deve ser profunda, porque é a vossa alma que deve elevar-se ao Criador, que deve transfigurar-se, como Jesus no Tabor, para chegar até Ele, branca e radiante de esperança e de amor.
            Vossa prece deve encerrar o pedido das graças de que necessitais, mas de que necessitais realmente. Inútil, portanto, pedir ao Senhor que abrevie a vossa provas, ou que vos dê alegrias e riquezas. Pedi-lhe antes os bens mais preciosos da paciência, da resignação e da fé. Evitai dizer, como o fazem muitos dentre vós: “Não vale a pena orar, porque Deus não me atende”. O que pedis a Deus, na maioria das vezes? Já vos lembrastes de pedir-lhe a vossa melhoria moral? Oh, não, tão poucas vezes! O que mais vos lembrais de pedir é o sucesso para os vossos empreendimentos terrenos, e depois exclamais: “Deus não se preocupa conosco; se o fizesse, não haveria tantas injustiças!” Insensatos, ingratos! Se mergulhásseis no fundo da vossa consciência, quase sempre ali encontraríeis o motivo dos males de que vos queixais. Pedi, pois, antes de tudo, para vos tornardes melhores, e vereis que torrentes de graças e consolações se derramarão sobre vós! (Ver cap. V, nº 4).
            Deveis orar incessantemente, sem para isso procurardes o vosso oratório ou cairdes  de joelhos nas praças públicas. A prece diária é o próprio cumprimento dos vossos deveres, mas dos vossos deveres sem exceção, de qualquer natureza que sejam. Não é um ato de amor para com o Senhor assistir os vossos irmãos numa necessidade qualquer, moral ou física? Não é um ato de reconhecimento a elevação do vosso pensamento a Ele, quando uma felicidade vos chega, quando evitais um acidente, ou mesmo quando uma simples contrariedade vos aflora à alma, e dizeis mentalmente: “Seja bendito, meu Pai!”?  Não é um ato de contribuição, quando sentis que falistes, dizerdes humilde para o Supremo Juiz, mesmo que seja num rápido pensamento: “Perdoai-me, Deus meu, pois que pequei (por orgulho, por egoísmo ou por falta de caridade); dai-me a força de não tornar a falir, e a coragem de reparar a minha falta”?
            Isto independe das preces regulares da manhã e da noite, e dos dias consagrados, pois, como vedes a prece pode ser de todos os instantes, sem interromper os vossos afazeres; e até, pelo contrário, assim feita, ela os santifica. E não duvideis de que um só desses pensamentos, partindo do coração, é mais ouvido por vosso Pai celestial do que as longas preces repetidas por hábitos, quase sempre sem um motivo imediato,apenas porque a hora convencional maquinalmente vos chama.
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domingo, 29 de junho de 2014

A VERDADEIRA PROPRIEDADE



O homem possui de si tudo o que pode levar deste mundo. O que ele encontra ao chegar e quando partir deixa tudo o que o que pôde amealhar durante a sua existência terrena. Sendo assim, ele tem somente a posse temporária de seus bens, uma vez que é obrigado a deixá-los pela morte. Por conseguinte, ele não tem a posse definitiva de tudo o que pertence à Terra, é apenas um usufrutuário e não o verdadeiro proprietário, nem mesmo o seu corpo lhe pertence uma vez que se despoja dele pela morte. Então o que o homem possui de verdadeiro? Somente o que pode levar consigo depois da morte: as aquisições morais e intelectuais como patrimônio definitivo do espírito. Sendo assim, devemos saber harmonizar as coisas do mundo, que são temporárias, com os valores espirituais que são definitivos. Quando se parte para um país desconhecido devemos nos munir apenas do que é necessário em nossa bagagem e não sobrecarregarmos com coisas desnecessárias que só se tornam um peso inútil. Assim devemos proceder com relação à vida espiritual, para não adentrarmos o mundo espiritual após a morte desprovidos de qualquer aquisição que tenha valor na nova vida. A nossa existência na vida terrena tem um propósito bem definido, qual seja, a de adquirirmos maturidade espiritual pelas experiências adquiridas na trajetória terrena entre berço e túmulo. Embora a existência terrena seja de pouca duração, ela é de suma importância para o progresso espiritual, pois é somente pelo empenho em vencer os obstáculos antepostos pela existência terrena que o espírito desenvolve as suas qualidades morais e intelectuais a fim de cumprir o programa Divino da evolução.
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CAUSAS DO SOFRIMENTO




O sofrimento é um denominador comum de todos os seres vivos, mas somente os seres humanos têm consciência do seu significado. O sofrimento faz parte da vivência diária do homem sem qualquer distinção de idade, sexo, condição social ou intelectual. Todavia, nem todos os que sofrem conhecem a causa do seu sofrimento, pois este sofrimento pode ter múltiplas causas, umas geradas no presente e outras no passado. Para entendermos as causas do sofrimento temos que considerar que o espírito que se encontra encarnado no presente já teve outras vidas no passado e que os seus atos cometidos em vidas pretéritas o acompanham até a vida atual, isto é, as personalidades que o espírito animou em vidas passadas se finda com a morte do corpo físico mas os seu atos o acompanham como parte de seu patrimônio moral e intelectual. Assim, de acordo com a lei de causa e efeito, ele colhe no presente o que semeou no passado. Se seus atos foram no sentido do bem e a sua conduta em harmonia com os preceitos morais elevados, colherá numa próxima encarnação os frutos benfazejos da alegria e da paz interior. Se, pelo contrário, cometeu delitos contra os seus semelhantes transgredindo as leis de Deus, terão como conseqüência em uma próxima vida somente sofrimentos, amarguras e decepções, como um corretivo para ajustá-lo novamente às leis de Deus. Sendo assim, os sofrimentos que temos que passar e que não dependem de nossa previsão nem do nosso comportamento atual serve como instrumento de Deus para corrigir nossos erros e ajustar-nos novamente à harmonia da vida. Sendo assim, os sofrimentos que nos chegam sem nossa participação atual é na verdade uma benção e não um castigo. É importante compreendermos então que devemos aceitar os sofrimentos com resignação sabendo que nada acontece por acaso e que tudo tem uma razão de ser, sempre no sentido de promover o nosso progresso espiritual. Por outro lado, existem sofrimentos causados no presente, surgidos de nossa imprevidência, como os excessos de toda ordem, os vícios degradantes, o descuido com o nosso corpo e todas as condições que podem gerar sofrimento por nossa má conduta. Assim, os sofrimentos têm duas causas: uma originada no passado de outra existência e que estão exigindo a retificação no presente e outra originada no presente e que representa o frutos de nossa imprevidência.
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sexta-feira, 27 de junho de 2014

OS SONHOS




Os sonhos segundo as ciências que os estudam sob o ponto de vista psicológico, são exteriorizações do inconsciente durante o sono quando o consciente está em repouso, permitindo as manifestações de experiências acumuladas no inconsciente e que pela liberdade surgida durante o sono passam a se comportar como vivências reais, embora sejam apenas frutos imaginários e, portanto, não se traduzem em algo concreto e real. Assim, as vivências diuturnas armazenadas como aspirações, recalques, frustrações, desejos reprimidos, preocupações e mesmo o desconforto do corpo podem gerar imagens das mais variadas configurações durante o sono e que são considerados como sonhos. Na verdade, esta interpretação dos sonhos ainda que tenha um cunho de verdade ela está longe da realidade em virtude de não considerar o agente mais importante que é a participação do espírito. Quando consideramos a individualidade humana temos que fazer a distinção entre o corpo e o espírito. O corpo é apenas um instrumento de manifestação do espírito em sua vivência no mundo material como um artista que se utiliza de um instrumento musical para executar uma melodia. É importante de se salientar que o espírito quando encarnado não está fixado no corpo de forma irreversível, mas está ligado ao corpo por laços fluídicos que permitem certo grau de liberdade ao espírito durante o sono, quando do repouso cerebral. Durante o sono podem apresentar-se várias condições de vivência do espírito traduzidas em sonhos. Pode acontecer que o espírito não se afaste do corpo ou permaneça em sua proximidade, então, nesta condição o espírito está sob a forte influência do inconsciente e passa a vivenciar estas manifestações em si mesmo como sendo vivências de sonho. Mas, na maioria dos casos, o espírito se afasta do corpo e passa a vivenciar realmente no mundo espiritual. Durante este desdobramento pelo sono as vivências do espírito são reais e nestas condições é que encontram outros espíritos, conhecidos ou não; viajam para lugares conhecidos ou estranhos; participam de eventos que se realizam no mundo espiritual e, muitas vezes, viajam para outros planos espirituais, sejam de condições melhores ou piores do que o seu estado evolutivo.  Muitas vezes a vivência espiritual é agradável e proveitosa, quando se encontra familiares e amigos já no plano espiritual. Outras vezes são vivências desagradáveis e até mesmo perigosas quando se defronta com inimigos ou mesmo com espíritos maldosos interessados em infundir medo ou se vingarem por motivos particulares existente entre eles. A essas vivências desagradáveis é que chamamos comumente de pesadelos.
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domingo, 22 de junho de 2014

A NOVA ERA




Aguardando um futuro próximo, quando a Terra tiver se transformada em um jardim florido, enfeitada de grinaldas como uma noiva ansiosa  pela união com os eleitos, surgirá então uma nova era e uma nova civilização como deveria ser desde o início se os homens não tivessem se desviado do caminho da luz e cumprido os desígnios de Deus. Todavia, até que a Terra se transforme em um paraíso, deverá passar por grandes transformações a fim de que se recupere da destruição causada pela inconseqüência dos homens ditos civilizados, mas que se comportaram mais baixo do que os próprios animais. Essas alterações do planeta Terra virão com grande fúria como se tivessem traduzindo a indignação da natureza ultrajada e devastada pela ganância dos homens. É como se fosse reconstruir uma casa depredada pelos próprios inquilinos e que deverão agora ser despejados por não cumprirem com os seus deveres perante o legítimo proprietário que é Deus. Na nova civilização não será permitido o nascimento de espíritos que não tenham alcançado uma condição moral elevada e uma maturidade espiritual que permitam uma vivência pacífica e de obediência às leis de Deus. Os espíritos retardatários em seu progresso espiritual serão remanejados para outras moradas planetárias em concordância com o seu estado evolutivo.  Estamos vivenciando na atualidade esta seleção espiritual e, por isso, é de suma importância a nossa vivência atual se é que pretendemos pertencer à  nova civilização.
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