terça-feira, 22 de agosto de 2017
domingo, 9 de abril de 2017
ROMARIA
ROMARIA.ppt 2
V
Ao querido amigo Juliano queremos parabenizá-lo pela sua bela iniciativa de uma dedicação espiritual. Abraços de Virgínia e Carlos
Ao querido amigo Juliano queremos parabenizá-lo pela sua bela iniciativa de uma dedicação espiritual. Abraços de Virgínia e Carlos
sábado, 25 de fevereiro de 2017
BIOQUÍMICA. 12 - DNA E TRANSCRIÇÃO GENÉTICA
TRANSCRIÇÃO DO DNA
As características
hereditárias que são transmitidas de pais para filhos se devem a uma propriedade
fundamental dos seres vivos pela qual se mantém a perpetuação da espécie. Esta
propriedade dos seres vivos de transmitirem aos seus descendentes as suas qualidades
específicas repousa sobre uma molécula altamente diferenciada que tem a
capacidade de armazenar todas essas propriedades em forma de código que é o
DNA. Na verdade, o DNA é a molécula da hereditariedade cuja capacidade de armazenar
todas as características da espécie se assenta na forma como é disposta todas
essas informações. A natureza usou a forma de código para armazenar as
informações genéticas por várias razões: primeiro por ocupar menor espaço
dentro da molécula, segundo por apresentar a possibilidade de mudanças quando
assim for necessárias como, por exemplo, numa mutação para melhor desempenho do
ser vivo e terceiro por ser mais facilmente traduzido pelos mecanismos de
reconhecimento da mensagem como na síntese de proteínas pelos ribossomos. Para que
o código genético contido na molécula de DNA possa ser traduzido na forma de proteínas
é necessário que ele seja transportado até o local onde se encontram os
ribossomos, isto é, o retículo endoplasmático rugoso que se localiza no
citoplasma ao passo que o DNA está trancafiado dentro do núcleo. Portanto, há
necessidade de se transportar a informação do DNA para os ribossomos a fim de
ser traduzida. Para esse desiderato existe um mecanismo preciso de se copiar
uma informação do DNA e leva-la até o citoplasma sem qualquer alteração
mediante o concurso de uma outra molécula especialmente destinada a esta função
que é o RNA mensageiro (RNAm). Então podemos entender por transcrição o
processo pelo qual um trecho da molécula do DNA é copiado e transcrito na
molécula do RNA. No processo de transcrição se copia um determinado trecho do
DNA de cada vez que corresponde a um gen ou gene. O mecanismo de transcrição é
muito complexo e envolve muitos fatores além da enzima RNA polimerase que vai
construir (sintetizar) a molécula do RNA correspondente. Existe em cada trecho
do DNA correspondente a um gene uma limitação tanto no início quanto no final o
que é necessário para que a cópia seja limitada exclusivamente a este fragmento
selecionado. O início do trecho do DNA a ser copiado está marcado com uma
sequência de bases nitrogenadas específicas (TATA) que é reconhecida pelos
fatores de iniciação. A este ponto especial do trecho de DNA denominamos de PROMOTOR.
E o final do fragmento que está sendo copiado o de TERMINAÇÃO, reconhecido
agora somente pela RNA polimerase. Para
dar início a uma cópia de uma
tira da molécula de DNA é necessário antes que os fatores de iniciação abram
uma abertura na molécula de dupla fita do DNA,
pois somente uma das fitas do DNA é copiada, justamente aquela que não
contém o código desejado. Isso se explica porque no momento da síntese proteica
nos ribossomos será traduzida a fita complementar que não foi copiada e que
continha a informação desejada pelas moléculas do RNA transportador de
aminoácidos. Assim, a proteína formada será correspondente ao código do DNA que
não foi copiado pelo RNA mensageiro. Por outro lado, o RNA recém-sintetizado pela
RNA polimerase não está totalmente acabado para partir rumo aos ribossomos, mas
deve ainda sofrer algumas modificações dentro do núcleo antes de iniciar sua
viagem para o citoplasma, isto é, muitos trechos do RNA recém-formado não
correspondem a nenhum código e por isso devem ser retirados do RNA a fim de prepara-lo para o transporte contendo
somente a informação completa do DNA. A molécula do RNA recém-formada é constituída
de dois trechos distintos na sequência dos nucleotídeos, isto é os EXONS e os
INTRONS. Os exons contêm a informação correta e os introns não, portanto os introns
são removidos enzimaticamente deixando na molécula do RNA modificado somente os
exons e assim podem partir para os ribossomos com livre passagem pelos poros
nucleares.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
BIOQUÍMICA. 11 - RIBOSSOMOS E SÍNTESE DE PROTEÍNAS
TRANSCRIÇÃO E TRADUÇÃO
TRADUÇÃO
Assim que se tiver
completado a transcrição de um trecho selecionado do DNA e se ter formado o RNA
mensageiro (RNAm) correspondente e após
a sua modelação para viagem fora do núcleo inicia-se então o seu percurso
passando pelo poro nuclear com destino aos ribossomos localizados no retículo endoplasmático
rugoso justaposto ao envelope nuclear. Assim que o RNA mensageiro encontra o
ribossomo ele se adere a uma subunidade ribossomal denominada de subunidade
menor aciona o acoplamento da outra subunidade denominada de maior e o complexo
está preparado para iniciar-se a formação da cadeia peptídica que se transformará
após a liberação em uma proteína. Por outro lado, para a iniciação da síntese proteica
é necessário o acoplamento dos aminoácidos que são os componentes unitários da proteína.
Para esse evento intervém outro tipo de RNA chamado de RNA transportador (RNAt)
Para cada aminoácido existe pelo menos um RNA transportador capaz de ligar-se
ao aminoácido em uma região específica da molécula e em oposição apresenta
outra região composta de três nucleotídeos denominados de ANTICÓDON. É
importante de se salientar que o anticódon do RNAt vai ligar-se ao CÓDON do RNAm,
agora RNA robossomal, de acordo com o
pareamento das bases nitrogenadas encontrada no DNA, substituindo a timina pela uracila. Quando da chegada do RNAt com o seu respectivo aminoácido encontrar o
ribossomo já preparado com o RNAm, vai se acoplar num determinado local do
ribossomo denominado de Sítio P. Existe um códon específico no RNAm para dar
início ao processo de síntese do polipeptídio em questão que é o AUG. Portanto,
o anticódon do RNAt deve ser UAC, específico para o aminoácido metionina. Assim
que se completar o acoplamento do códon de iniciação já outro RNAm com seu
aminoácido se acopla ao sítio A da unidade maior do ribossomo e a síntese da
cadeia polipeptídica se inicia com a ligação (esterificação) entre os dois
aminoácidos adjacentes. Assim que tiver completado a união entre os dois
aminoácidos o RNAt da iniciação se move para outro local do ribossomo
denominado de sítio E se desprende do complexo ribossomal. Dessa forma o
processo da formação da cadeia pepídica se se completa até chegar ao códon do
RNAm denominado de códon de terminação liberando a cadeia peptídica para o meio
exterior onde irá se transformar em uma molécula proteica completa.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
BIOQUÍMICA. 10 - SISTEMA DE VESÍCULAS INTRACELULARES
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO
COMPLEXO DE GOLGI
A célula possui um intrincado
sistema de membranas internas que perfazem importantes e complexas funções essenciais ao seu funcionamento e a sua conservação. Aderido ao envelope nuclear (carioteca)
encontra-se um sistema de membras de conformação vesicular denominado de
retículo endoplasmático que por seu aspecto e função se divide em dois
compartimentos distintos, a saber: Retículo endoplasmático rugoso ou granular (REG)
e retículo endoplasmático liso ou agranular (REA). O REG está intimamente ligado ao envelope
nuclear por força de sua própria função, isto é, a de receber os RNA
mensageiros que trazem as informações do DNA para síntese de proteínas dentro
dos próprios ribossomos. Aliás, o nome de REG advém da quantidade de grânulos de
ribossomos aderidos à vesícula endoplasmática. Além dessa importante função o REG
exerce também a função de transporte, particularmente a de proteínas. O REA se
caracteriza por não apresentar granulosidades conferidas pela presença dos
ribossomos. Todavia, o REA apresenta também funções essenciais ao funcionamento
da célula como: Transporte, síntese de lipídios, armazenamento do cálcio e detoxificação
da célula. Quanto ao armazenamento de cálcio podemos citar duas importantes
funções do REA: a da contração muscular e o da calcificação dos ossos e dentes.
As proteínas sintetizadas no REG na maioria dos casos ainda não estão com a
conformação definitiva para serem exportadas pela célula e, portanto devem
sofrer algumas modificações no sentido do seu acabamento para então serem secretadas
para o meio exterior da célula. Essas modificações posteriores à síntese das
proteínas pelos ribossomos são executadas num outro sistema de vesículas
conhecido como aparelho ou complexo de Golgi. Esse complexo de vesículas
situado próximo ao retículo endoplasmático tem justamente a função de dar o
acabamento final às proteínas para exportação como também o de empacotamento
para a viagem até à membrana celular e posterior excreção. Além dessa função o
complexo de Golgi exerce outras múltiplas funções importantes como a síntese de
lipídios e formação dos lisossomos que são as organelas implicadas na digestão
de material nocivo à célula.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
BIOQUÍMICA. 9 - GLICÓLISE
A glicólise é um via metabólica de oxidação da glicose na
ausência de oxigênio e, embora produza baixo rendimento energético, somente 2
ATP por molécula de glicose, muitas células, particularmente bactérias
obtém sua única fonte de energia somente
da glicólise. O produto final da oxidação da glicose por esta via é o piruvato,
isto é, para cada molécula de glicose produz-se 2 moléculas de piruvato. A
glicólise sob o ponto de vista de produção de energia é muito ineficiente, todavia
esta via é muito importante como elemento de integração com outras vias
metabólicas, particularmente com a gliconeogênse. O processo de oxidação da
glicose por esta via metabólica apresenta algumas características importantes
que são comumente divididas em etapas ou fases. A primeira etapa é a reação de
fosforilação da glicose convertendo-a em glicose-6-fosfato. Esta primeira etapa
é muito importante porque torna a glicose impermeável à membrana celular e, por
isso, retendo a molécula de glicose no interior do citoplasma como garantia
para sustentar as reações seguintes do fluxo glicolítico. Além do mais a
fosforilação da glicose a torna mais energética e consequentemente mais
reativa. Nesta primeira etapa é consumida uma molécula de ATP. Duas enzimas
realizam a fosforilação da glicose: a hexoquinase e a glicoquinase. A primeira
é encontrada particularmente nos músculos e a segunda no fígado. A segunda
reação é a transformação da glicose-6-fosfato em frutose-6-fosfato, isto é, uma
reação de isomerização catalisada pela enzima fosfoglicoisomerase. A terceira
reação é novamente uma fosforilação catalisada por uma importante enzima
regulatória chamada fosfofrutoquinase que também consome uma molécula de ATP na
reação resultando a molécula de frutose 1-6- bifosfato. A quarta reação
consiste na quebra da frutose1-6-bifosfato em duas moléculas de 3 carbonos,
quais sejam: gliceraldeido-3-fosfato e dihidroxiacetona-fosfato. Esta reação
é catalisada pela enzima aldolase. Até esta fase da glicólise foram consumidas
duas moléculas de ATP e produzidas duas moléculas de gliceraldeido-3-fosfato.
Podemos notar que até este ponto da glicólise foi consumida energia para a
oxidação da glicose resultando duas moléculas de gliceraldeido-3-fosfato. A
partir desta fase vai se produzir energia e coenzimas reduzidas a partir da
oxidação das duas moléculas de gliceraldeido-3-fosfato. A sexta reação é
catalisada pela enzima desidrogenase do gliceraldeido-fosfato produzindo o
1-3-bifosfoglicerato mais NADH. A sétima reação é catalisada pela enzima
fosfogliceratoquinase e a primeira fase de produção de ATP, produzindo o
3-fosfoglicerato. A oitava reação é uma reação de isomerização transformando o
3-fosfoglicerato em 2-fosfoglicerato
pela enzima fosfogliceromutase. A nona reação é uma reação de desidratação
catalizada pela enzima enolase produzindo o fosfoenolpiruvato e finalmente a
décima reação é a transformação do fosfoenolpiruvato em piruvato pela enzima
piruvatoquinase com produção de uma molécula de ATP. Concluindo o processo da
glicólise podemos dizer que houve uma fase de consumo de energia como
preparação para a ulterior produção de energia e coenzima reduzida (NADH). Como
balanço de energia final pela glicólise temos um saldo positivo de dois ATP.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
BIOQUÍMICA. 8 - CITOPLASMA (CITOESQUELETO)
Citoplasma é o espaço intracelular compreendido entre a membrana celular
e o envoltório nuclear nas células eucariontes e no espaço integral nas células
procariontes. No citoplasma estão
contidos todas as organelas e uma matéria coloidal semi-fluídica chamada
citosol. Assim, a célula apresenta uma consistência definida, organizada
estruturalmente permitindo que os processos vitais se realizem com exatidão e
eficiência. Concorrendo para a manutenção da estrutura celular existem
determinadas estruturas rígidas que lhe compõe a arcabouço denominado de
citoesqueleto. Essa estrutura confere à célula não somente uma arquitetura
definida, mas serve também de vias de comunicação e transporte intracelular. O
complexo de citoesqueleto é constituído por diversas proteínas especializadas
na manutenção da estrutura celular como também em outras funções específicas
como transporte, movimento, locomoção e particularmente na divisão celular. O
citoesqueleto é formado por microfilamentos, filamentos intermediários e
microtúbulos, além de proteínas destinadas à locomoção de vesículas dentro da
célula. Os microfilamentos contém a proteína actina que é contrátil e participa
em muitos movimentos da célula como na ciclose, que é o movimento das organelas
dentro do citoplasma e na emissão de pseudópodos pelas células fagocitárias. Os
microtúbulos são estruturas muito importantes devido estarem presentes em
grande número de processos mecânicos realizados pelas células como na divisão celular,
formação de cílios e flagelos e via de transporte intracelular. A proteína
formadora dos microtúbulos é a tubulina que se encontra na forma de dímero
(duas cadeias peptídicas) que se unem na forma de um tubo oco. Uma
característica importante dos microtúbulos é a de se formarem e se desfazerem
com facilidade atendendo as necessidades da célula.
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